segunda-feira, 2 de outubro de 2023

Artigos de opinião - Racismo

Os artigos de opinião apresentados aqui, são o resultado de um projeto desenvolvido com os alunos do 9A, do turno matutino, escritos em 2022, como culminância de um trabalho interdisciplinar entre as professoras Manre Almeida, Língua Portuguesa e Doris Bomfim, Geografia. A temática combinada foi a discriminação racial e suas diversas nuances na sociedade brasileira. Este projeto foi parte da pesquisa da professora de Língua Portuguesa, em sua dissertação de mestrado.


RACISMO NO MERCADO DE TRABALHO BRASILEIRO

O racismo ainda está muito presente na sociedade e nas relações de trabalho brasileiras. E a pergunta é: por quê?

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o mercado de trabalho brasileiro mostra que os pretos formam a parcela com as piores condições de emprego e renda do país. Em relação ao rendimento médio, pessoas brancas ocupadas tiveram salário 73,9% superior ao da população preta ou parda (R$ 2796,00 contra R$ 1608,00). Os pretos são lesados por causa da cor de sua pele.

O Observatório da Diversidade e da Igualdade de Oportunidade no Trabalho, da Smartlab, plataforma conjunta da OIT com o Ministério Público do Trabalho (MPT) mostra que a média salarial de um homem branco, em 2017, foi de R$ 3,3 mil e a de uma mulher branca foi de R$ 2,6 mil. A de homens e mulheres pretos foi de R$ 2,3 mil e R$ 1,8 mil respectivamente. O estudo Desigualdades Sociais por Cor ou Raça no Brasil, produzido pelo IBGE, em 2019, apontou que, no mercado de trabalho, os pretos ou pardos representavam 64,2% da população desocupada e 66,1% da população subutilizada. Além disso, o número de trabalhadores pretos em ocupações informais era de 47,3%, enquanto o número entre brancos era de 34,6%. Isso acontece porque os povos africanos foram sequestrados para trabalhar, primeiro na agricultura e, depois, na mineração, o que ainda acontece até hoje em algumas regiões do Brasil. Trabalhadores negros enfrentam mais dificuldades de encontrar um emprego comparados a trabalhadores brancos, mesmo quando possuem a mesma qualificação. Para pessoas pretas, a pós-graduação ainda é um desafio, bem como a ampliação da diversidade de professores – há menos de 1% de docentes negros nas instituições de ensino. Em nossa opinião, os hábitos morais e éticos do comportamento da sociedade são cheios de preconceito étnico, e a distribuição injusta de recursos só aumenta esse problema.

É necessário que se tome consciência de que há necessidade e urgência de se estabelecer uma política específica para a integração social e o afastamento da discriminação racial. Garantir a igualdade de oportunidades por meio de políticas públicas, ações afirmativas, eliminação de obstáculos históricos, estímulo à iniciativas de igualdade e promoção de ajustes normativos para combater a discriminação étnica.

H.C.S e G.S.F

O RACISMO NO BRASIL

Pode-se afirmar que o racismo ainda existe espalhado por todo lugar e, infelizmente, parece que sempre vai existir: escola, trabalho, e isso é realmente muito desagradável.

Na sociedade brasileira, as diferenças sociais entre brancos e negros são nítidas. De acordo com o IBGE, 71,7% dos jovens que estão fora da escola são negros, em contraste com os 27,3% brancos. No Brasil, a causa do racismo pode variar, mas inicia com a escravidão de povos de origem africana e a tardia abolição da escravatura, o que também aconteceu de forma irresponsável e sem nenhuma preocupação com suporte para a população negra recém-liberta. Na minha opinião, o racismo já deveria ser superado, mas pelo que vejo o caminho ainda é muito longo.

Porém, acima de tudo, é possível iniciar uma mudança através da educação. Isso é fato! A escola pode sim ser um lugar onde a discriminação vai deixar de ganhar força e os negros podem começar a ter acesso a mais oportunidades.

C.D.

CRIANÇAS NEGRAS NOS ABRIGOS

Crianças negras correspondem a praticamente metade das quatro mil aptas para a adoção, dentre os vinte e nove mil órfãos que vivem nos abrigos espalhados pelo Brasil. Logo, é possível ver que crianças negras têm menos chances de adoção, nos abrigos brasileiros.

É muito alta a taxa de crianças negras que aguardam por uma família. Dados do Sistema Nacional de Adoção e Acompanhamento (SNA), mostram que, das 4.148 aptas à adoção atualmente, 15,9% são pretas, 53,3% são pardas, 27% são brancas, 1,9% não tem a etnia informada e, 1,3% são amarelas. No entanto, informação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), mostram que de cada dez candidatos adotantes, seis indicam alguma preferência étnica no formulário. Ente eles, a maior parte quer crianças brancas e só 4,2% escolhem crianças negras.

Isso soa muito mal, porque, independente da cor da pele, todas são crianças precisando de um lar, de amor, carinho e de uma família. Então, é cruel fazer diferença entre crianças brancas e pretas. Porém, muitas dessas famílias encontram desafios na questão do pertencimento racial, já que seriam famílias brancas com os filhos negros.

Para acabar, ou pelo menos minimizar, esse problema precisamos reconhecer que o racismo é um problema estrutural, e podemos comparar a discriminação racial com uma coluna que que vai se desestabilizando com pequenas rachaduras ou trincas. Essas rachaduras podem ser sinais de problemas na fundação, que pode ter sido escolhida ou construída equivocadamente. E não podemos deixar que essa situação seja minimizada. É fundamental combater para que as crianças negras que estão nos abrigos sejam acolhidas de igual forma por famílias que lhes amem e lhes proporcionem um futuro merecido.

A.M. e I.R.

SÉCULO XXI E O RACISMO CONTINUA?

Entrar no mercado de trabalho não deveria estar vinculado a um padrão ou rótulos de distinção por conta da aparência, cultura ou a cor de alguém, mas, ao contrário disso, há muitas desigualdades e quem mais sofre com isso são as pessoas negras.

Neste artigo de opinião, o assunto principal abordado será o racismo estrutural, ou seja, falas racistas, atitudes preconceituosas, comportamentos discriminatórios que já ficaram naturalizados na sociedade, intencionalmente ou não, mas que se refletem no mercado de trabalho. Muitos negros sofrem racismo em seu local de trabalho, muitos acabam mudando sua aparência para serem aceitos, perdem seus postos por conta da cor de sua pele.

De acordo com a Etnus, uma empresa brasileira especializada em pesquisas de hábitos e tendências de consumo da população negra, 60% dos negros dizem ter sofrido racismo no trabalho e pessoas brancas tiveram salários 73,9% superior aos da comunidade preta ou parda.

Eu acredito que combater o racismo é de total responsabilidade da sociedade brasileira, principalmente do grupo étnico branco. Assim como eu (aluna da periferia, neta de negros, filha de pardos), muitos outros jovens deveriam se conscientizar e combater essa desigualdade racial para que, as novas gerações cresçam sem este estereótipo de que negros são inferiores a brancos; e que haja uma transformação no mercado de trabalho, sem diferenças.

Expor o problema a toda sociedade é preciso para mudar a mentalidade das pessoas, pra isso é fundamental garantir a liberdade de expressão das pessoas em geral, isso inclui a população preta, porque assim pode haver uma inserção mais justa e igualitária de todos no mercado de trabalho.

B.V.S.R.


RACISMO VIRTUAL

O racismo é uma forma de discriminação que leva em conta a raça como fundamento de práticas que culminam em desvantagens ou privilégios para indivíduos, a depender do grupo racial a que pertencem.

Este texto é parte de uma história a respeito de uma estudante, Ndeye Fatou Ndiaye, que foi vítima de racismo por meio de mensagens, em uma escola no Rio de Janeiro, em 2020. Ela foi humilhada e discriminada pela cor da sua pele. Recebeu conversas de seus colegas de classe ofendendo-a por ser negra e, mesmo ela estando em uma ótima escola, usufruindo de condições financeiras favoráveis, ainda assim sofreu preconceito. O caso ganhou repercussão nas redes sociais e Fatou ganhou o apoio de vários artistas. A escola divulgou um vídeo criticando a postura dos alunos e dizendo que providências seriam tomadas.

Crimes de ódio na internet tiveram um aumento de quase 70% nos últimos anos. A Central Nacional de Denúncias da Safernet mostrou um aumento de 67,5% de denúncias de crimes de ódio, na internet, envolvendo racismo, lgbtfobia, xenofobia, neonazismo, misoginia, apologia e crimes contra a vida e intolerância religiosa.

Acreditamos que as pessoas precisam ter mais empatia umas com as outras, porque se pararmos pra pensar nós somos todos iguais, logo entender isso, é uma obrigação de cada indivíduo. Desta forma, reconhecemos que o racismo está presente em todos os lugares, mas uma postura educativa, com a participação de gestores, professores, colaboradores, alunos e familiares, numa troca de suas próprias experiências é possível caminhar para mudanças de verdade, concretas no comportamento de cada sujeito.

E.S e S.B


NÃO AO RACISMO!

Pode-se afirmar que o racismo é uma forma de discriminar e desrespeitar as pessoas pela cor da sua pele e, infelizmente, um grupo que tem sofrido muito isso são as crianças. Muitas vezes elas carregam uma espécie de alvo por causa de sua etnia.

De acordo com a Folha de São Paulo, em novembro de 2021, publicou que crianças negras morrem 3,6 vezes mais por arma de fogo do que crianças brancas, e com muita frequência, alvos de balas perdidas. A população negra ainda sofre com ataques racistas no dia a dia. São histórias de agressão no transporte público, no trabalho e também no esporte. Segundo o g1.globo.com, estudos mostram que crianças indígenas e negras têm mais chance de morrer do que as crianças brancas.

Nós acreditamos que é preciso ter mais atenção, porque estamos falando de crianças e, infelizmente, estão sendo expostas a esse tipo de agressão tão cedo e precisando lidar com tanta crueldade logo na infância. Elas realmente precisam de suporte e apoio.

É triste afirmar que, no Brasil, o racismo parece que se tornou uma “modinha”, e lidam como se fosse brincadeira, mas é fundamental lembrar que ninguém nasce racista e preconceituoso. Então, queremos chamar a atenção aos pais, mães, tios, avós, amigos; essas práticas são aprendidas por repetição ao que está a sua volta. Não podemos reafirmar as nossas crianças que o valor das pessoas está ligado a cor da sua pele ou suas crenças. A educação para igualdade é o melhor caminho.

L.M. e C.R.


O RACISMO E SUAS CONSEQUÊNCIAS PARA A SOCIEDADE

Racismo consiste no preconceito e na discriminação baseados em diferenças biológicas entre pessoas e povos, o que é um grande problema desde a era colonial e da escravidão.

O racismo é um tipo de preconceito que está relacionado a raças e etnias. Esse conceito está apoiado na ideia de superioridade racial, ou seja, de que existem raças superiores a outras. Segundo o Instituto de Pesquisa Aplicada (IPEA), realizada em 2018, 63,7% das pessoas entrevistadas, entendem que a etnia determina a qualidade de vida dos cidadãos. Em outra pesquisa feita pelo Atlas da Violência, também em 2018, a população negra corresponde a maioria – 78,9%, dos 10% indivíduos com maiores chances de serem vítimas de homicídios.

O racismo é um mal a ser combatido, é praticado de forma escancarada, ele incide no negro, no que constitui seu sujeito, seu corpo, sua imagem que é sistematicamente desvalorizada. As desigualdades nas oportunidades de trabalho, a má distribuição de renda, o percentual da população carcerária e as condições desiguais que a sociedade impõe.

O racismo no Brasil tem que acabar, precisamos realizar uma reforma legislativa específica para fortalecer as medidas contra a discriminação baseada em etnia, promover medidas educativas prevenindo a violência e, naturalmente, o racismo.

J.H e E.C.


COMO O RACISMO ATINGE CRIANÇAS E ADOLESCENTES BRASILEIROS

O racismo é uma forma de discriminação que leva em conta a raça como fundamento de práticas que culminam em desvantagens ou privilégios para indivíduos, a depender do grupo racial a qual pertençam.

Racismo e discriminação contra crianças e adolescentes com base em sua etnia, idioma e religião são comuns em países de todo o mundo, isso de acordo com um novo relatório da UNICEF, publicado às vésperas do Dia Mundial da Criança, comemorado em todo o mundo no dia 20 de novembro, que é também o Dia da Consciência Negra.

Um outro ponto a ser observado é que, como não existe lei ou programa no Brasil que estabeleça percentual mínimo de contratação de pessoas pretas, pardas e indígenas e também nenhuma vantagem fiscal, jovens pretos, entre 14 e 24 anos, encontram maiores desafios na hora de entrar no mercado de trabalho. Segundo o Brasil de Fato, ao chegar à adolescência, a partir dos 15 anos, um jovem preto, no Brasil, tem quase três vezes mais chances de ser assassinado do que um jovem branco. A taxa de mortalidade entre a juventude preta chega a 86,34% para cada 100 mil pessoas, relação que entre os brancos cai para 31,89%.

Uma criança que sofre racismo pode desenvolver diversos tipos de problemas como ansiedade, depressão, pode começar a ter raiva das pessoas e assim, acabar tornando-se alguém vingativo, violento; isso porque o posicionamento da sociedade pode distorcer o comportamento dos indivíduos.

N.S.


ABORDAGEM POLICIAL VIOLENTA CONTRA NEGROS

O modo como o negro muitas vezes é tratado pelos policiais é inaceitável. Não é incomum a divulgação de episódios de policiais que já chegam abordando de forma hostil, quase já de forma agressiva quando se trata de um negro.

O site Agência Brasil aponta o aumento do racismo nas abordagens policiais; o g1.globo.com mostra que 63% das interpelações policiais contra negros apresenta um perfil discriminatório. Isso porque grande parte dos policiais carregam uma imagem pré-concebida de que o preto é sempre o bandido. E isso acontece porque, no Brasil, há um racismo estrutural e que vem de longa data.

Dentre muitas soluções possíveis, investir num processo educativo dentro das corporações seria talvez a mais importante e que teria os melhores resultados. Afinal, educar sempre pode promover mudança de atitudes.

D.G. e M.S.


AS ABORDAGENS POLICIAIS A NEGROS

O trabalho policial é proteger a toda sociedade sem distinções de raça, mas não tem sido isso o que acontece. Alguns fazem abordagens diferentes com pessoas negras, principalmente se elas forem de periferia.

De acordo com a CNN BRASIL (Fevereiro, 2022), 68% das pessoas abordadas andando na rua ou na praia são pretas, enquanto apenas 25% das brancas são paradas pela polícia, nas mesmas circunstâncias. O elemento suspeito considerado pelos policiais militares, que participaram do grupo focal são aqueles indivíduos com “bigodinho fininho e cabelo com tinta amarelinha, blusa do Flamengo, boné...”, ou seja, os agentes descreveram a estética dos jovens das favelas e periferias cariocas.

Na minha opinião, os policiais deveriam ser um pouco mais cuidadosos na hora das abordagens em geral, e também com pessoas pretas, porque isso pode evitar até mortes desnecessárias. As marcas que os policiais consideram como aspectos suspeitos, muitas vezes nada mais são do que características do ambiente onde estes sujeitos estão inseridos.

Existem algumas possíveis soluções para esse problema e, uma delas pode ser um amplo investimento na educação e formação dos policiais. E ampliar esse investimento de educação para a população em geral, porque isso gera mais oportunidades a todos e, naturalmente, uma diminuição da violência.

K.S e L.R.


ABORDAGEM POLICIAL E O RACISMO

Não deveríamos julgar as pessoas por sua cor de pele. Indivíduos são agredidos por causa de sua etnia, entretanto, sua cor não diz sobre seu caráter, e isso deve ser algo que devemos sempre ter em mente. Dentro dessa ideia, vale a reflexão sobre uma situação vivenciada por muitos negros: a abordagem policial.

Muitas pessoas afirmam que, pelo fato do racismo estrutural, uma prática cultural dentro de uma sociedade que coloca um grupo social ou étnico em uma posição melhor para ter sucesso e desfavorecer outros conjuntos, a abordagem policial tem uma incidência maior entre as pessoas negras, e que policiais tendem a ser mais agressivos com os pretos e pardos.

Com dados da CNN, em fevereiro de 2022, 63% das pessoas abordadas são negras e, de acordo com outro levantamento, um quinto (14%) dessas pessoas já foram abordadas mais de dez vezes. Já a Agência Brasil, em abril de 2022, divulgou um relatório inédito feito nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro, apontando que há sim, diferenças nas abordagens policiais para suspeitos pretos e brancos. Segundo o estudo, pessoas negras têm 4,5 mais vezes a chance de serem abordados.

A população brasileira é formada, em sua predominância, por pardos e negros que estão concentrados principalmente nas favelas; pessoas essas que não têm boas condições de vida e que, na maioria, desistem dos estudos, entram para o tráfico achando que essas decisões trarão uma vida mais fácil. Nesse ambiente, já não muito favorável, muitos policiais acabam por generalizar todo mundo. Porém, é importante lembrar que o principal trabalho policial é a defesa do cidadão e não colocá-lo em perigo por conta da cor da sua pele.

Acreditamos que um dos meios de combate a essa violência seria câmeras nos uniformes dos policiais (para acompanhar e assegurar uma operação limpa), investimento da educação para essa população já tão desfavorecida, mais oportunidades de trabalho para as pessoas pretas e pardas e respeito a todas as etnias.

A.B. e M.E.


RACISMO, A GRANDE PRAGA DO MUNDO

Para começar, gostaríamos de expor que o racismo é a discriminação racial baseada no conceito de que existem diferenças de valor entre as etnias. Mas, aqui, vamos abordar a questão da discriminação racial em estabelecimentos comerciais de alto custo.

Vamos começar pensando numa situação hipotética, que um cliente negro entra em um estabelecimento de luxo. Algumas coisas certamente vão acontecer: ou os funcionários nem atendem, ou os seguranças já começam a seguir o cliente negro. Isso porque, a maioria das pessoas acredita que a cor da pele influencia o caráter de uma pessoa, ou seja, se algumas pessoas pretas fazem coisas erradas, todas agirão da mesma forma.

Segundo o site g1.globo.com, seis a cada dez brasileiros já viram negros serem discriminados em locais comerciais. Essa pesquisa foi feita entre os dias 15 a 20 de abril de 2020. Segundo o site, um homem negro foi acusado de furtar uma mochila na Zara, mesmo dizendo que havia pagado pelo produto. O acontecimento foi na Bahia, em 28 de dezembro de 2021.

Pensamos que, algumas soluções podem ser propostas tanto para os estabelecimentos quanto para as pessoas que sofreram. Para os primeiros, deveriam demitir funcionários que apresentam comportamento racista e, para os últimos, não se sentirem intimidados, denunciar e buscar de todas as formas disponíveis as garantias de seus direitos como cidadãos.

E.T. e T.C.


RACISMO. POSSO COMPRAR EM PAZ?

Racismo é quando um indivíduo tem preconceito, discriminação ou antagoniza uma pessoa que pertence a um determinado grupo racial ou étnico, tipicamente marginalizando ou uma minoria. Neste texto, abordo como os negros normalmente são vistos em muitos estabelecimentos comerciais.

Muitos negros quando vão fazer coisas básicas como comprar comida, por exemplo, são vigiados e tratados de forma preconceituosa, porque as pessoas tendem a pensar que o negro vai automaticamente roubar alguma coisa. Esse pensamento existe porque há suposições de que o preto é mais perigoso e criminoso que o branco.

De acordo com o site exame.com.br, 81% dos brasileiros entrevistados dizer haver preconceito no Brasil contra negros, 4% dos brasileiros abordados se consideram racistas, sete em cada dez negros ouvidos já sofreram preconceito em lojas, shoppings, restaurantes ou supermercados; 61% dos brasileiros questionados, afirmam ter presenciado um ato de discriminação racial contra negros em estabelecimentos comerciais.

Eu vejo essa situação e me sinto indignada que depois de tanto tempo, esse pensamento sobre que os negros são bandidos ainda persiste. Há alguns dias, me deparei com um vídeo de uma adolescente negra que acompanhava sua mãe numa loja de roupas; como sua mãe foi para o outro lado da loja, a menina decidiu sentar-se para esperar. Imediatamente, um segurança e uma atendente começaram a vigiar a menina, a atendente finge arrumas algumas coisas e fazendo sinais para o segurança, pedindo que observasse a menina com mais atenção.

Acredito que a sociedade não vai mudar realmente enquanto as pessoas não aceitarem o fato de que não existe essa hierarquia de valor racial, ou seja, ninguém é melhor do que ninguém. Por isso é fundamental uma mudança na mentalidade, e isso pode começar com as crianças, nas escolas e espaços de coletividade construída, para a partir daí um novo pensamento começar a surgir.

M.F.S.